NAMASTÉ!

NAMASTÉ!
SEJAM TODOS BEM VINDOS!
Loading...

Seguidores

Mercado Livre

segunda-feira, 29 de julho de 2013



Arqueologia




 Arqueólogos franceses fazem novas descobertas no Egito Muro descoberto ao redor do templo do deus Ptah, no complexo de Karnak, traz peças de mais de 3.000 anos Estátua do deus egípcio Ptah, associado à criação artística, às artes e à fertilidade. Uma missão arqueológica francesa descobriu um muro, blocos de pedra com inscrições e uma porta no complexo de Karnak, em Luxor, no sul do Egito. Segundo comunicado do Ministério de Estado para as Antiguidades do país, as descobertas revelam a existência de uma parede que cercava a o templo do deus Ptah, que os egípcios relacionavam à criação artística, às artes e à fertilidade.




 O recinto de Ptah data do período Moderno (1550-1070 a.C.) e é um dos seis templos que formam o gigantesco complexo de Karnak, o segundo lugar mais visitado do Egito depois das pirâmides de Gizé. Durante as escavações que culminaram com a descoberta do muro, os arqueólogos encontraram uma série de blocos de pedras que data do reinado de Tutmosis III (1490-1436 a.C.), o faraó que ordenou a construção do templo, e também uma porta que foi construída quase mil anos depois, durante a restauração do templo no reinado do faraó Shabaka (712-698 a.C.).



 Os arqueólogos concluíram que a porta dava acesso a um quarto onde eram guardadas jóias. Nas paredes deste quarto, uma imagem do faraó apresentando o sinal da justiça ao deus Amon Rá ainda conserva suas cores originais.

 A missão francesa prepara a abertura do templo ao público e planeja restaurar as peças encontradas. O complexo de Karnak, junto com as ruínas do templo de Luxor e a necrópole de Tebas, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979. (Com agência EFE)



fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/arqueologos-franceses-fazem-novas-descobertas-no-egito

Issis Antunes
Namastè!!!!
Boa noite!!!!!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

terça-feira, 6 de novembro de 2012



Curiosidades sobre o Egito Antigo - 

Os velhos eram muito respeitados no Egito Antigo, pois eles valorizavam muito o conhecimento acumulado com o passar dos anos. - No Egito Antigo, as crianças começavam a usar roupas a partir dos cinco anos de idade. Os meninos usavam uma tanga e um cinto, enquanto as meninas usavam um vestido. - No dia do casamento, os noivos costumavam levar alimentos nos templos como oferenda aos deuses. Faziam isso para pedir benção ao casamento. - Somente os templos e túmulos eram feitos de pedra. As outras construções eram feitas de tijolos de barro misturados com palha picada. - As camadas mais populares da sociedade egípcia tinham como base da alimentação o pão, o peixe e uma espécie de cerveja. Já os mais ricos comiam carne de ganso, carne de vaca, vegetais, peixes, frutas e bolos.

O vinho era uma bebida cara e também era consumida apenas por aqueles que tinham melhores condições sociais. - Grande parte das roupas no Egito Antigo era feita de linho. - As mulheres egípcias mais ricas faziam maquiagem usando pó de minerais colorido misturados com óleos vegetais. Usavam também, para ficarem mais bonitas, joias feitas de ouro e pedras preciosas. - As meninos das famílias mais ricas iam para a escola, onde tinham aula com sacerdotes e sábios. As meninas só podiam ir para a escola a partir dos doze anos de idade. As crianças usavam pranchas de gesso e lascas de pedra para escreverem. A escola era muito rigorosa e os castigos físicos eram usados em caso de erros. - Os filhos de famílias mais pobres (exceto de escravos) aprendiam a profissão do pai em casa ou no local de trabalho. Estas famílias não tinham condições de manterem os filhos numa escola.

- Os sarcófagos dos faráos eram feitos de ouro com adornos de pedras preciosas. Quanto mais poderoso e rico o faraó, mais luxuoso era seu sarcófago. - O faraó começava o dia fazendo oração para os deuses, pedia proteção e força para resolver as questões da administração do Egito. - No Egito Antigo havia o divórcio. As mulheres podiam ficar com os filhos e também com parte dos bens do casal. Elas podiam também se casarem novamente. - As doenças pulmonares eram muito comuns do Egito Antigo. As pessoas costumam inalar muito pó de areia durante as tempestades de areia, o que comprometia, com o tempo, o funcionamento dos pulmões. - Os egípcios acreditavam que o décimo terceiro dia da segunda parte do período de plantio era um dia de azar. Este era o dia da deusa Sekhmet que, de acordo com os egípcios, enviava doenças e pragas. - Os egípcios eram muito supersticiosos e acreditavam que os sonhos sempre significavam algo. Se alguém sonhasse com a queda dos próprios dentes, isso significava que alguém
da família poderia morrer. 


http://www.suapesquisa.com/egito/curiosidades.htm
Quero dizer a todos que este bolg não possui conhecimentos  acadêmicos , nem científicos para poder analisar a fundo  sobre o Egito Antigo apenas  foi criado para meu  conhecimento, porque eu adoro o Egito e seus costumes, tradições  e civilizações .
Issis Antunes
 
TENHAM UMA BOA  NOITE!!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Os sacerdotes, Sexo no Egito Antigo.



Os Sacerdotes


Na escala de poder estavam abaixo somente do faraó. Eram responsáveis pelos rituais, festas e atividades religiosas no Antigo Egito. Conheciam muito bem as características e funções dos deuses egípcios. Comandavam os templos e os rituais após a morte do faraó. Alguns sacerdotes foram mumificados e seus corpos colocados em pirâmides, após a morte.


 Os sacerdotes trabalhavam nos templos administrando os rituais diários de vestir, alimentar e pôr para dormir as imagens esculpidas que representavam as deidades às quais os templos eram dedicados. O santuário mais recôndito do templo era considerado como o quarto do deus ou da deusa, onde suas necessidades domésticas eram satisfeitas. Nos templos mortuários, os sacerdotes administravam cerimônias semelhantes para nutrir o ka de um faraó falecido ou de um nobre. Até o Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.) não havia hierarquia sacerdotal abrangendo todo o Egito e sim sacerdócios locais. Apesar disso, já no Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) os sacerdotes, assim como os nobres, tinham a supremacia entre todos os súditos do faraó. No Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.) esse poder declinou, mas recrudesceu no Império Novo.



A partir de então, com o crescimento da importância dos templos, houve uma progressiva ascensão da classe sacerdotal, sobretudo do clero da cidade de Tebas, pois o seu deus — Amon — passara a dominar o panteão dos deuses egípcios. Outro fator que contribuiu para o aumento do poder sacerdotal foi o desenvolvimento da magia e da superstição. Esse poderio perdurou até o Período Tardio (c. 712 a 332 a.C.). O clero egípcio era muito numeroso e subdividia-se em múltiplas categorias. Havia uma classe superior, que ostentava o título de hem-netjer, palavra que literalmente significa servo do deus, que os especialistas traduzem por sacerdote. A egiptóloga Lucia Gahlin nos adverte que nem todos os indivíduos designados com este termo eram necessariamente treinados em teologia. É possível que a maioria deles não executasse qualquer tipo de ritual no templo. A tradução convencional dos antigos termos egípcios pode ser enganadora quando eles empregam palavras que têm significados muito específicos para nós na atualidade. Os relevos nas paredes dos templos também podem ser enganadores, pois como apenas o faraó era merecedor de ser representado diante de uma divindade, os sacerdotes jamais eram retratados fazendo oferendas aos deuses.

A classe inferior do clero era conhecida por wab, literalmente, o puro. Além destas duas classes, havia os pais divinos, ordem não incluída entre os sacerdotes wab e os khery-heb, ou seja, os lentes, estes classificados junto com os wab. Ao longo de toda a história egípcia o grosso do sacerdócio era formado por pessoas que passavam grande parte do ano envolvidas em outro tipo de ocupação, mas periodicamente consagravam-se ao serviço dos deuses. Foi criado um sistema de rodízio no qual os sacerdotes de cada templo eram divididos em quatro grupos. Os membros de cada grupo realizavam por um mês lunar, junto aos templos, deveres tanto religiosos quanto outros mais práticos e menos sagrados. Ao final desse período, o escalão que ia ceder seu lugar ao seguinte costumava proceder a um inventário dos bens do templo, logo conferido pelo escalão que entrava. Depois retornavam aos seus próprios ofícios por três meses. Portanto, trabalhavam para os templos por um total de três meses a cada ano. Muita gente do povo fazia parte desse contingente: camponeses que exploravam a terra sagrada, artesãos das oficinas, dançarinas, cantoras e tocadoras de música. Aliás, diga-se de passagem, a música e a dança sagrada faziam parte importante dos rituais e celebrações conduzidas por sacerdotes e sacerdotisas. Para a maior parte da população valia a pena executar esse serviço, porque os sacerdotes recebiam em mercadorais, proporcionalmente, parte dos rendimentos dos templos.

Os egípcios acreditavam que as divindades consumiam a essência dos alimentos ofertados a elas, os quais eram depois entregues aos sacerdotes. Estes também estavam isentos de alguns impostos e frequentemente podiam ser liberados dos trabalhos compulsórios que atingia o restante da população, tais como abrir canais de irrigação. Todos aqueles que trabalhavam para os templos ocupavam posição privilegiada, mas eram obrigados a jurar que jamais revelariam os segredos ou mistérios que conheciam. Os sacerdotes — esclarece John Baines — obtinham rendimento dos templos e muitas vezes detinham sinecuras em vários. As oferendas eram colocadas diante do deus e, "depois de ele se ter satisfeito com elas", revertiam primeiro para santuários menores e em seguida para os sacerdotes, que consumiam os seus resíduos menos espirituais. Tais oferendas eram, entretanto, apenas uma parte do rendimento dos templos. Outros produtos ofertados eram destinados diretamente ao pagamento do pessoal e para serem trocados por algumas utilidades de que o templo não dispunha. A hierarquia do clero masculino tinha como seu representante máximo o hem-netjer tepy, isto é, o sumo sacerdote, o qual recebia vários títulos como, por exemplo, o de primeiro profeta ou de o maior dos videntes. Cada templo possuía o seu e ele era designado pelo faraó e representava o rei nas cerimônias religiosas cotidianas. Em tese o faraó deveria ser o único celebrante das cerimônias religiosas diárias que se desenrolavam nos diversos templos espalhados por todo o Egito. Sendo isto impossível, a ficção era sustentada pelos relevos que cobriam as paredes dos templos e nos quais o rei era representado como oficiante de todos os ritos divinos.

Na prática o sumo sacerdote exercia o papel religioso do faraó. Para alcançar essa posição tornava-se necessário uma longa educação nas artes e nas ciências. Leitura, escrita, engenharia, aritmética, geometria, astronomia, medição de espaços, cálculo do tempo pela ascensão e ocaso das estrelas faziam parte de tal aprendizado. Os sacerdotes de Heliópolis, por exemplo, tornaram-se guardiães dos conhecimentos sagrados e ganharam reputação de sábios, a qual perdurou até o final do Período Tardio. Logo abaixo do sumo sacerdote vinha o segundo profeta, encarregado da organização econômica do templo. Cabia-lhe o controle dos recursos próprios e das doações, certificando-se de que a quantidade necessária de oferendas estivesse disponível a cada dia. Um grande número de administradores trabalhava para ele. A maioria dos sacerdotes se ocupava em garantir a manutenção e a segurança do templo. Eles administravam as oficinas, despensas, bibliotecas e outros prédios correlatos. Também atuavam como porteiros e zeladores. Mas também havia os que exerciam atividades mais especificamente religiosas. Era o caso, por exemplo, dos sacerdotes leitores, cuja função era a de recitar as palavras do deus. Cantavam encantamentos enquanto importantes rituais eram executados. Durante a mumificação de um corpo, por exemplo, recitavam textos do Livro dos Mortos. Por sua vez, os sacerdotes sem tinham importante papel nos funerais, pois realizavam os ritos finais de purificação do corpo e a abertura da boca, cerimônia executada na múmia para reviver seus sentidos, o que permitiria que o falecido pudesse renascer no além-túmulo.

Essa última função sacerdotal surgiu no Império Novo a partir das obrigações exercidas pelo filho primogênito no funeral de seu pai. Finalmente podemos dar exemplos de pessoas com conhecimentos específicos que trabalhavam como sacerdotes. Os sacertotes das horas, provavelmente astrônomos, eram responsáveis pela compilação dos calendários dos festivais, ocasiões nas quais a estátua de culto da divindade era carregada pela região e os oráculos divinos eram proferidos. Sacerdotes professores trabalhavam na Casa da Vida (Per Ankh) ensinando a elite dos meninos locais a lerem e escreverem e copiando manuscritos para a biblioteca do templo ou fazendo os registros administrativos. Muitos deles devem ter atuado como escribas da comunidade local, sendo chamados para redigir documentos tais como testamentos e contratos de divórcio. Acreditava-se que alguns sacerdotes podiam interpretar os sonhos, fornecendo, assim, uma orientação ou profecia. Outros eram músicos dos templos. Quanto maior o prestígio e a riqueza do deus cujo santuário dirigiam, maior a importância política do seu sumo sacerdote. O mais prestigiado de todos — sobretudo a partir do Império Novo — era o sumo sacerdote de Amon de Karnak e alguns dentre eles chegaram à categoria de diretor dos profetas do Alto e do Baixo Egito, o que correspondia a chefe supremo do clero nacional. Abaixo do sumo sacerdote, sob seu controle e às vezes escolhidos fora da hierarquia regular, havia uma série escalonada dos assim chamados lentes, puros, pais divinos e profetas, que podiam passar de um grau para outro.

Tal ascensão dependia de vários fatores, entre os quais se incluía a habilidade de cortesão e os parentes de prestígio. A verdade é que em Karnak havia uma enorme equipe de sacerdotes com poder bastante grande. Os sacerdotes de menor categoria executavam vários deveres, tais como estudar e escrever textos em hieróglifos, ensinar os recrutas recém chegados e executar muitos dos deveres rotineiros inerentes ao templo. Duas doutrinas opostas se alternaram ao longo dos séculos concentrando maior ou menor poderio na mão dos sacerdotes. Uma delas defendia o direito do filho de assumir a função sacerdotal do pai. A outra entendia que o faraó tinha o direito de nomear livremente a pessoa que julgasse mais adequada para o cargo. Heródoto — o pai da História — afirmava que os egípcios eram muito mais religiosos do que o resto dos homens e em sua obra informava que os sacerdotes raspam todo o corpo de três em três dias, para evitar que os piolhos ou outros parasitas os molestem enquanto estão servindo os deuses. Não usam mais do que um traje de linho e sapatos de papiro, pois não lhes é permitido usar outra roupa nem outro calçado. Lavam-se duas vezes por dia em água fria e outras tantas vezes à noite; numa palavra: observam regularmente mil e tantas práticas religiosas. Gozam, em recompensa, de grandes vantagens. Não despendem nem consomem nada dos próprios bens. Cada um deles recebe sua porção de carne sagrada, que lhes é dada já cozida; e lhes distribuem mesmo, todos os dias, grande quantidade de carne de vaca e de ganso. Recebem também vinho de uva, mas não lhes é permitido comer peixe. Os egípcios nunca semeiam favas nas suas terras, e se tal alimento lhes vem às mãos, não o comem, nem cru nem cozido.

Os sacerdotes não podem nem mesmo vê-lo, por considerá-lo um legume impuro. Cada deus tem vários sacerdotes e um sumo sacerdote. Quando este morre, é substituído pelo filho. No que diz respeito à vestimenta dos sacerdotes, Lucia Gahlin nos diz que fora o fato de que eles eram obrigados a se depilarem, os de categoria inferior mostrados em relevos e pinturas não se distinguiam das pessoas comuns. Entretanto, alguns sacerdotes usavam roupas diferentes como indicativo do seu ofício. Os sacerdotes sem, que realizavam a purificação final e os ritos de revivificação nos funerais, usavam mantos feitos com pele de leopardo. Parece que os sacerdotes em geral eram obrigados a lavar a boca com uma solução de natrão, um composto natural de carbonato de sódio e bicarbonato que existe na forma de cristais nas margens de determinados lagos. Precisavam, ainda, passar óleo em todo o corpo. 

Um documento jurídico, pertencente no Museu de Turim, narra que um sacerdote was do deus Khnum foi levado às barras do tribunal: ele havia jurado só entrar no templo em Elefantina depois de passar dez dias bebendo natrão, mas penetrou no templo apenas sete dias depois e foi considerado ritualmente impuro. No alto da página vê-se a cabeça de uma estátua-cubo do sumo sacerdote de Amon, Bakenkhonsu, que viveu 90 anos, entre 1310 e 1220 a.C. Ele exerceu suas funções na época de Ramsés II, surge em vários monumentos e parece ter sido estimado pelo povo. Tanto na parte frontal quanto na posterior da estátua, uma longa inscrição descreve a elevada posição e carreira do sacerdote. Ela diz: Passei quatro anos como aluno, 11 anos como aprendiz, sendo responsável pela estrebaria de adestramento de Seti I. Durante quatro anos fui sacerdote puro de Amon. Durante 12 anos fui pai divino de Amon. Durante 15 anos fui terceiro profeta de Amon. Durante 12 anos fui segundo profeta de Amon. Ele me glorificou em reconhecimento ao meu caráter. Ele me investiu da função de gão-sacerdote de Amon durante 27 anos. Eu fui um bom pai para os meus subordinados, amparando seus descendentes, dando a mão aos que estavam angustiados, reanimando os que estavam na miséria, fazendo obras uteis em seu templo enquanto fui mestre-arquiteto de Tebas... fonte:http://www.fascinioegito.sh06.com 

Hino a Aton

"Apareces cheio de beleza no horizonte do céu, disco vivo que iniciaste a vida.
Enquanto te levantaste no horizonte oriental, encheste cada país da tua perfeição. És formoso, grande, brilhante, alto em cima do teu universo.
Teus raios alcançam os países até ao extremo de tudo o que criaste.
Porque és Sol, conquistaste-os até aos seus extremos, atando-os para teu filho amado. Por longe que estejas, teus raios tocam a terra.

Estás diante dos nossos olhos, mas o teu caminho continua a ser-nos desconhecido. Quando te pões, no horizonte ocidental, o universo fica submerso nas trevas, como morto. Os homens dormem nos quartos, com a cabeça envolta, nenhum deles podendo ver seu írmão...

Mas na aurora, enquanto te levantas sobre o horizonte, e brilhas, disco solar, ao longo da tua jornada, rompes as trevas emitindo teus raios...
Se te levantas, vive-se; se te pões, morre-se. Tu és a duração da própria vida; vive-se de ti.

Os olhos contemplam, sem cessar, tua perfeição, até o acaso; todo o trabalho pára quanto te pões no Ocidente.

Enquanto te levantas, fazes crescer todas as coisas para o rei, e a pressa apodera-se de todos desde que organizaste o universo, e fizeste com que surgisse para teu filho, saído da tua pessoa, o rei do Alto e do Baixo Egito, que vive de verdade, o Senhor do Duplo País, Neferkheperuré Uaenré, filho de Rá, que vive de verdade, Senhor das coroas, Akhenaton.

Que seja grande a duração de sua vida! e à sua grande esposa que o ama, a dama do Duplo País, Neferneferuaton Nefertiti, que lhe seja dado viver e rejuvenescer para 
sempre, eternamente.”

Issis  Antunes

"Quem se banha uma vez no Nilo certamente voltará."

Provérbio egípcio
Namasté!
Tenham uma linda tarde!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Explique a frase "O Egito é uma dadiva do rio Nilo"?


Explique a frase 

"O Egito é uma dadiva do rio Nilo"?

 O EGITO É CONSIDERADO A DÁDIVA DO RIO NILO O rio Nilo exerceu importância fundamental na economia do Egito, oferecendo água e terra cultivável a uma região situada em pleno deserto. Mas era preciso utilizar a inundação, distribuir a água eqüitativamente, aumentar a superfície irrigada e drenar pântanos. Isso foi feito a partir dos nomos, num trabalho coletivo que envolvia a população de várias aldeias. O grande rio fornecia a alimentação, a maior parte da riqueza e determinava a distribuição do trabalho das massas camponesas nas aldeias. Durante a Inundação (jul /out), com os campos alagados, os homens transportavam pedras para as obras de construção dos faraós, escavavam poços e trabalhavam nas atividades artesanais. Na Vazante (nov / fev), com o reaparecimento da terra cultivável, captavam as águas e semeavam.

Com a Estiagem (mar / jun), colhiam e debulhavam os cereais. A alimentação era complementada pela pesca e pela caça realizada nos pântanos do delta do Nilo. A agricultura produzia cevada, trigo, legumes, frutas, uvas e linho. As atividades artesanais, de artigos destinados ao consumo da população, eram realizadas nas oficinas das aldeias. Desenvolviam-se em função das matérias primas e dos produtos agrícolas oferecidos pelo rio: tijolos e vasilhames fabricados com a argila úmida das margens; vinho, pão, cerveja e objetos de couro; fiação e tecelagem do linho; utilização do papiro para a produção de cordas, redes, papel e barcos. O Delta era o principal centro pecuário e vinícola. O artesanato de luxo, de consumo da aristocracia, de alta especialização e qualificação excepcional, ouriversaria, metalurgia, fabricação de vasos de pedra dura ou de alabastro, faiança, móveis, tecidos finos, concentrava-se em oficinas mais importantes, pertencentes ao faraó e ao templo.

A cidade de Mênfis possuía a melhor metalurgia. Os funcionários do Faraó eram responsáveis pela circulação dos produtos entre as diversas regiões do país e pela organização do trabalho de mineração e das pedreiras, exploradas através de expedições ocasionais. O pequeno comércio local trocava produto por produto; em transações maiores usavam-se pesos de metal. O grande comércio externo, por terra ou por mar, era realizado com as ilhas de Creta e Chipre, com a Fenícia e com a costa da Somália, para a importação de madeira para a construção naval, prata, estanho, cerâmica de luxo, lápis-lazúli. 

Organizava-se através de grandes expedições ordenadas pelo Faraó, mobilizando mercadores, funcionários e soldados. O Faraó, através de seus funcionários, controlava diretamente todas as atividades econômicas, proprietário que era das terras do Egito: planejava as obras de irrigação, a construção de tempos, pirâmides e palácios; fiscalizava a produção agrícola e artesanal; organizava o comércio e a exploração das minas; distribuía o excedente; cobra os impostos dos camponeses, usados para sustentar o Estado. O Palácio e o tempo dos deuses eram o centro da acumulação da riqueza. Fábio Costa Pedro e Olga M. A. Fonseca Coulon. História: Pré-História, Antiguidade e Feudalismo, 1989 A Arte no Egito 

 A arte egípcia estava intimamente ligada à religião, por isso era bastante padronizada, não dando margens à criatividade ou à imaginação pessoal, pois a obra devia revelar um perfeito domínio das técnicas e não o estilo do artista. A arte egípcia caracteriza-se pela representação da figura humana sempre com o tronco desenhado de frente, enquanto a cabeça, as pernas e os pés são colocados de perfil. O convencionalismo e o conservadorismo das técnicas de criação voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados que representam a aparência ideal dos seres, principalmente dos reis, e não seu aspecto real. Após a morte de Ramsés II, o poder real tornou-se muito fraco. O Egito foi invadido sucessivamente pelos etíopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos. A sua arte, que influenciada pela dos povos invasores, vai perdendo sua características. A pintura egípcia teve seu apogeu durante o império novo, uma das etapas históricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, é preciso esclarecer que, devido à função religiosa dessa arte, os princípios pictóricos evoluíram muito pouco de um período para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original.

Os temas eram normalmente representações da vida cotidiana e de batalhas, quando não de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatológica. As figuras típicas dos murais egípcios, de perfil mas com os braços e o corpo de frente, são produto da utilização da perspectiva da aparência. Os egípcios não representaram as partes do corpo humano com base na sua posição real, mas sim levando em consideração a posição de onde melhor se observasse cada uma das partes: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que é a posição em que eles mais se destacam; os olhos, braços e tronco são mostrados de frente. Essa estética manteve-se até meados do império novo, manifestando-se depois a preferência pela representação frontal. Um capítulo à parte na arte egípcia é representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 símbolos gráficos, denominados hieróglifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixação foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua função religiosa.

As pinturas murais dos hipogeus e as pirâmides eram acompanhadas de textos e fórmulas mágicas dirigidas às divindades e aos mortos. É curioso observar que a evolução da escrita em hieróglifos mais simples, a chamada escrita hierática, determinou na pintura uma evolução semelhante, traduzida em um processo de abstração. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspondência estilística com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hieráticas. Do império antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do império novo merecem menção os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas. A pirâmide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magnífica obra lhe valeu a divinização. No início as tumbas egípcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a idéia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pirâmide. Também se deve a Imhotep a substituição do barro pela pedra, o que sem dúvida era mais apropriado, tendo em vista a conservação do corpo do morto. As primeiras pirâmides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas. 

As mais célebres do mundo pertencem com certeza à dinastia IV e se encontram em Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos, cujas faces são completamente lisas. A regularidade de certas pirâmides deve-se aparentemente à utilização de um número áureo, que muito poucos arquitetos conheciam. Outro tipo de construção foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a várias divindades ou a uma em particular. Normalmente eram divididos em duas ou três câmaras: a primeira para os profanos; a segunda para o faraó e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote. A entrada a esses templos era protegida por galerias de estátuas de grande porte e esfinges. Quanto à arquitetura civil e palaciana, as ruínas existentes não permitem recolher muita informação a esse respeito. A escultura egípcia foi antes de tudo animista, encontrando sua razão de ser na eternização do homem após a morte. Foi uma estatuária principalmente religiosa. A representação de um faraó ou um nobre era o substituto físico da morte, sua cópia em caso de decomposição do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcançado pelos escultores egípcios, principalmente no império antigo. Com o passar do tempo, a exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando. As estatuetas de barro eram peças concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funerário. Já a estatuária monumental de templos e palácios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova arquitetura imperial, de caráter representativo.

Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo. Com os reis ptolemaicos, a grande influência da Grécia revelou-se na pureza das formas e no aperfeiçoamento das técnicas. A princípio, o retrato tridimensional foi privilégio de faraós e sacerdotes. Com o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem menção os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, é considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Ambos são de autoria de um dos poucos artistas egípcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim. Igualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza são suficientes para testemunhar a elegância e a ostentação das cortes egípcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As jóias sempre tinham uma função específica (talismãs), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives também colaboraram na decoração de templos e palácios, revestindo muros com lâminas de ouro e prata lavrados contendo inscrições, dos quais restaram apenas testemunho. http://www.arteducacao.pro.br/hist_da_arte/hist_da_arte.htm
ISSIS ANTUNES

* NAMASTÈ*
TENHAM UMA LINDA TARDE!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

COMO ERA A ALIMENTAÇÃO DOS EGÍPCIOS

 COMO ERA A ALIMENTAÇÃO DOS EGÍPCIOS


A carne sempre foi consumida em quantidade, principalmente a do boi. O assim chamado boi africano é um animal com chifres avantajados, de grandes proporções e rápido no caminhar. Esse animal era submetido a um regime de engorda que o tornava enorme e pesado, até o ponto de ficar impossibilitado de andar. Só então estava pronto para o abate. Ao que parece, a carne era servida geralmente cozida, provavelmente em molho, mas havia alguns tipos de carne que eram assadas no espeto. Entretanto, a carne era uma comida de luxo para a maioria das pessoas, que talvez só a consumissem em ocasiões especiais como, por exemplo, nos banquetes funerários. Pedaços de carne são representados freqüentemente nos túmulos em estelas, ou compondo o conjunto de produtos dispostos nas mesas de oferendas como eterno alimento para o falecido.

Uma vez que a galinha só foi introduzida no Egito tardiamente, criava-se e PATOSconsumia-se outros tipos de aves em grande escala. Empapiros que registram donativos aos templos, as quantidades de aves citadas são mpressionantes. Um deles menciona 126 mil e duzentas aves, dentre as quais 57 mil e oitocentos e dez pombos. A caça, portanto, era uma atividade bastante cultivada pelos egípcios. Os galináceos eram consumidos grelhados, de preferência. Entretanto, Heródoto nos conta — e os documentos confirmam a informação — que os egípcios comiam crus as codornizes, os patos e alguns pequenos pássaros que tinham o cuidado de salgar antes. Todos os pássaros restantes eram comidos assados ou cozidos. As aves aquáticas eram abertas e postas a secar. Os templos as recebiam vivas, secas ou ainda preparadas para consumo a curto prazo.

Embora em algumas localidades egípcias fosse proibido consumir certas 
PEIXESespécies de peixe em datas específicas, a maior parte da população comia peixe normalmente. Por sua vez, os habitantes da região do Delta e os que moravam às margens do lago Fayum eram pescadores por profissão. Quanto aos peixes, Heródoto informa que alguns eram comidos crus e secos ao sol ou postos em salmoura. Entretanto, várias outras espécies eram comidas assadas ou cozidas. Uma vez pescados, os peixes eram estendidos no solo, abertos e postos a secar. Visando a preparação do escabeche, eram separadas as ovas dos mugens. Mais uma vez um papiro cita a quantidade de peixes doados a três templos: 441 mil. Os templos recebiam não apenas peixes frescos, mas também secos. Como se vê, a pesca era outra atividade importante.
Rabanetes, cebolas e alhos fazem parte da dieta egípcia, sendo que estes últimos eram muito apreciados. Melancias, melões e pepinos aparecem representados com freqüencia nas pinturas dos túmulos, sendo que neles os arqueólogos também encontraram favas, ervilhas e grãos de bico. Nas hortas domésticas cultivava-se a alface, a qual os egípcios acreditavam que tornava os homens apaixonados e as mulheres fecundas e, assim, consumiam-na em grande quantidade, crua e temperada com sal e azeite. Min, o deus da fecundidade, tem às vezes sua estátua erguida no meio de um quadrado de alfaces, sua verdura preferida. Seth, segundo nos conta a lenda, era outro deus apreciador de alface.
Com relação aos frutos, consumiam uvas, figos e tâmaras, sendo que estas COLHENDO FIGOSúltimas também eram empregadas em medicamentos. A romeira, a oliveira e a macieira foram introduzidas no Egito somente por volta de 1640 a.C. O azeite era utilizado não apenas na alimentação, mas também para iluminação. Frutos como laranjas, limões, bananas, peras, pessegos e cerejas não eram conhecidos dos antigos egípcios, sendo que os três últimos só passaram a ser consumidos na época romana. Nesse capítulo os mais pobres muitas vezes só podiam mascar o interior dos caules de papiros, a exemplo do que fazemos hoje com a cana de açucar.
O leite era recolhido em vasos ovais de cerâmica tampados com um punhado de ervas, evitando-se fechar totalmente a abertura, para afastar os insetos do líquido. O sal era utilizado na cozinha e em medicamentos. O papel do açucar era desempenhado pelo mel e pelos grãos de alfarroba. Embora o mel e a cera de abelha fossem TIRANDO LEITEbuscados no deserto por homens especializados nesse ofício, também havia criação de abelhas no exterior das residências. Para a formação das colmeias colocavam-se jarras de cerâmica e os apicultores caminhavam sem proteção por entre os insetos, afastando-os com as mãos nuas para recolher os favos. O mel era mantido em grandes tijelas de pedra, seladas. Em suas iguarias os egípcios empregavam ainda manteiga ou nata e gordura de pato ou de vitelo. Ao lado, detalhe da parede de um túmulo datado do reinado do faraó Teti (c. 2323 a 2291 a.C.). Para ver um aspecto mais geral desse relevo, que apresenta cenas da lida com o gado, clique aqui.
Pães e bolos eram preparados nas casas das pessoas ricas CARREGANDO BOLOSe também nos templos, o que incluia a moagem dos grãos. É possível, entretanto, que moleiros e padeiros independentes trabalhassem para atender as pessoas humildes. A panificação era um trabalho conjunto de homens e mulheres. Na figura ao lado vemos uma serva carregando uma oferenda de pão e carne. A peça, cuja altura é de 38 centímetros, foi datada como sendo da XII dinastia (1991 a 1783 a.C.). Para ver uma outra foto dessa figura, clique aqui.
A bebida número um dos egípcios era a cerveja, consumida em todo o país, tanto nas cidades como nos campos. Era feita com cevada ou trigo e tâmaras e sorvida em taças de pedra, faiança ou metal, de preferência em curto espaço de tempo, pois azedava com facilidade. O vinho, sem dúvida, ficava em segundo lugar na preferência etílica dos egípcios, havendo grande comércio do produto. Eles apreciavam o vinho doce, de uma doçura que ultrapassasse a do mel.




Os egípcios alimentavam-se sentados, a sós ou acompanhados, diante de uma mesinha sobre a qual eram postas as provisões. Os rapazes sentavam-se sobre almofadas ou esteiras. Pela manhã não havia a reunião da família para a refeição. O marido e a esposa eram servidos em separado. Ele, tão logo se aprontara e ela ainda quando a penteavam ou logo após. Pão, cerveja, uma coxa de galináceo e um bolo era um bom repasto para o esposo.

A ementa das grandes refeições compreendia, com toda a verosimilhança, — nos conta Pierre Montet — carnes, galináceos, legumes e frutos da estação, pães e bolos, tudo bem regado com cerveja. Não é de todo certo que os egípcios, mesmo os da classe rica, comessem carne a todas as refeições. É preciso não esquecer que o Egito é um país quente e que o comércio de miudezas mal existia. Só podiam mandar abater um boi aqueles que estavam certos de o consumir em três ou quatro dias, isto é, os grandes proprietários que tinham um pessoal numeroso, o pessoal do templo, os que davam um festim. As pessoas humildes só o faziam para festas e peregrinações.
Os arqueólogos, em suas escavações, encontraram pratos, terrinas, travessas, cálices, facas, colheres e garfos, o que abre a possibilidade para o consumo de sopas, purês, pratos guarnecidos acompanhados de molho, compotas e cremes. As baixelas dos ricos eram de pedra: granito, xisto, alabastro e uma certa espécie de mármore. As taças de formato pequeno eram de cristal. Por outro lado, o material pictórico deixado pelos egípcios mostra que, à mesa, eles se serviam muito dos dedos e podiam mergulhá-los em tigelas com água para lavá-los.

NAMASTÉ!
TENHAM UMA LINDA TARDE!