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domingo, 13 de fevereiro de 2011

MEDICINA EGÍPCIA E AS PRIMEIRAS MULHERES MÉDICAS DO PLANETA

MEDICINA EGÍPCIA E AS PRIMEIRAS MULHERES MÉDICAS DO PLANETA
MERIT PITHA E PESESH

A civilização do antigo Egito
(Kemet) não oprimia as mulheres como a civilização grega, erradamente considerada o berço da democracia pelo eurocentrismo, onde as mulheres não eram consideradas cidadãs.
Em Kemet, as mulheres se tornaram proeminentes em diversas áreas do conhecimento.
Elas eram especialistas em física, astronomia, matemática, arquitetura e demais ciências.
Todas as profissões foram abertas às mulheres e aos homens, incluindo os serviços religiosos, administração, negócios e medicina, entre outros campos. Na medicina havia institutos médicos em Heliópolis e Sais, chamadas "peri-ankh" ou "casas da vida" as suas especialidades se destacaram na ginecologia e obstetrícia.

No antigo Egito, nas Escolas de Medicina, elas aprenderam a cuidar da gravidez (pré-natal), parto, fertilidade e contracepção, sendo assim, sabemos que eram médicas ginecologistas e obstetras. No bíblico livro de Êxodo há um relato do trabalho dessas médicas, no capitulo1: 15-22

"O faraó do Egito disse às parteiras dos hebreus, uma das quais se chamava Sifra e a outra Fúa: Quando ajudardes as mulheres dos hebreus a darem à luz, olhai o sexo da criança.
Se for um menino matai-o.
Se for uma menina deixai-a viver".
As parteiras, porém, temiam a YHWH. Não fizeram o que o rei do Egito lhes ordenara e deixaram os meninos viver. Então o faraó do Egito lhes convocou e lhes disse:
"Por que fizestes isso e deixastes viver os meninos?
As parteiras responderam ao Faraó: "As mulheres dos hebreus não são como as egípcias; são cheias de vida, antes de a parteira chegar já deram à luz".
Deus tornou as parteiras eficazes e o povo se multiplicou e se tornou bem forte. Ora, como as parteiras temessem a YWHH e YHWH lhe houvesse dado uma descendência, o Faraó deu esta ordem a todo o seu povo: “Todo menino recém-nascido, jogai-o ao rio. Toda menina, deixai-a viver”.

Sifra e Fúa são citadas como as primeiras médicas do povo hebreu ainda no Egito, demonstrando que a ciência medica de Kemet foi cosmopolita.

O conhecimento químico dos médicos egípcios foi tão grande que alguns atribuem a origem da palavra "química" para "Kemet", o antigo nome do Egito. Drogas de fontes diferentes foram utilizadas. Minerais, como enxofre, antimônio e zinco foram utilizados principalmente nos olhos e pomadas da pele. Produtos de origem animal, como carne de boi e fígado, assim como mais de 160 plantas (muitos delas ainda em uso) foram utilizadas na forma de comprimidos, pós ou supositórios (retal e vaginal).
Entre as plantas comuns utilizadas foram senna, plátano, óleo de rícino, goma arábica, hortelã e linhaça. A levedura foi utilizada para a indigestão e externamente para úlceras de perna. Os medicamentos mencionados no papiro Ebers, por exemplo, incluem o ópio, maconha, mirra, incenso, erva-doce, canela, Senna, tomilho, henna, zimbro, aloe, linhaça e mamona.



No antigo Egito há mais de 100 documentos com imagens que aparecem nas paredes de tumbas e nos hieróglifos gravados em estelas, provas incontestes de que as mulheres egípcias se tornaram grandes professoras em escolas de formação médica.
A primeira mulher descrita como médica na história do planeta foi Merit Ptah.
A imagem dela pode ser vista numa tumba na necrópole próxima a pirâmide de degraus de Saqqara. O filho dela que era um Alto Sacerdote, descreveu-a como Ptah "A Médica-Chefe". Merit PIATH.
Viveu no ano 2700 a.C logo depois do grande médico Imhotep.
Uma cratera de impacto sobre Vênus recebeu o nome Merit Ptah em homenagem a primeira médica da história da humanidade. Uma mulher preta e africana.
Um dos nomes mais conhecidos de médicas do antigo Egito foi o de Peseshet, descoberta a estela em 1930 nas escavações de Gizé, pelo professor Selim Hassan, a inscrição da estela, datada de cerca de 3100-2100 a.C., está escrito: Supervisora dos doutores ou Chefe dos doutores.
Não foi apenas uma médica em seu próprio direito, mas, também a supervisora e administradora de todo um corpo de médicos do sexo feminino. Exerceu a medicina quase 5.000 anos atrás e foi imortalizada por seu filho em seu túmulo como "A médica-chefe".

A dama Peseshet sabia tomar o pulso, examinar a retina e a pupila do olho, a cor e a textura da pele, avaliar a qualidade da circulação da “energia” dos vasos. Assim, ela podia fazer um diagnóstico e concluía com uma destas três frases: − Uma doença que conheço e tratarei. − Uma doença que conheço e tentarei tratar. − Uma doença que desconheço e não poderei tratar.

“Desde o início dos tempos, mulheres sábias colhiam ervas e faziam infusões, davam os cuidados do dia a dia que eram quase que toda a ajuda disponível para os doentes até dois séculos atrás. Elas banhavam os artríticos e manipulavam suas articulações, acompanhavam as mulheres grávidas e faziam seus partos. Uma vez que a maioria dos remédios era ineficaz há até cerca de cem anos, pode-se dizer que a maior parte da medicina prática estava na mão das mulheres.”

Peseshet tinha acesso a numerosos tratados médicos que proporcionavam observações classificadas com rigor, diagnósticos e prescrições. Havia aprendido a preparar poções, ungüentos e cataplasmas; utilizava fumigações medicinais e prescrevia dietas alimentares, de acordo com o transtorno da saúde. A ginecologia era uma de suas maiores especialidades. Aos remédios materiais, a dama Peseshet acrescentava a prática da magia, a faculdade de desviar o efeito da fatalidade.
Elaine Alves e Paulo Tubino (História da Mulher na Medicina)
LADY PESESHET!


No entanto, outra notável egípcia deixou sua marca no campo da obstetrícia e ginecologia no século II d.C, uma médica chamada Cleópatra, não confundir com a rainha egípcia, escreveu extensivamente sobre a gravidez, parto e de saúde da mulher. Seus escritos foram consultados e estudados há mais de 1000 anos.

“Desde o início dos tempos, mulheres sábias colhiam ervas e faziam infusões, davam os cuidados do dia a dia que eram quase que toda a ajuda disponível para os doentes até dois séculos atrás. Elas banhavam os artríticos e manipulavam suas articulações, acompanhavam as mulheres grávidas e faziam seus partos. Uma vez que a maioria dos remédios era ineficaz há até cerca de cem anos, pode-se dizer que a maior parte da medicina prática estava na mão das mulheres.”
Ian Carr (Women in Healing and the Medical Profession, 2004)
É deveras importante compreendermos as descobertas facilitadoras e revolucionárias para as vidas das mulheres neste século já eram praticadas em Kemet(Egito), os métodos contraceptivos eram usados por uma minoria das mulheres, as que se dedicavam a prostituição, as filhas solteiras e por prescrições médicas no caso de problemas psiquiátricos e da gestação pós-gravidez.

As egípcias conheciam testes de gravidez, um deles usava a cevada e um tipo de trigo, o emmer, em sacos de areia, os umedeciam durante alguns dias com a urina. Se a cevada crescesse seria um menino, se fosse o emmer (farro), seria uma menina, se não houvesse a germinação significava que não havia gravidez, e a ciência comprovou que a urina das mulheres que não estão grávidas impede que a cevada germine.

O Egito desenvolveu diversos métodos de controle de natalidade, um deles enumeramos como o precursor do diafragma feito de estrume de crocodilo e mel e uma ducha feitos de urina e alho. Abaixo outros contraceptivos usados pelas antigas mulheres do Egito:

DIU – As mulheres usavam a madeira da acácia para evitar a gravidez
PÍLULA- Usavam a romã que é rica em estrogênio.
TAMPÃO CONTRACEPTIVO - O "Papiro de Ebers" datado de 1550 a.C, é o primeiro manuscrito detalhando os meios de contracepção, indicando o uso da acácia, cabaça moída e misturada com mel sendo umedecida e colocada na vagina.
ESPERMIPRESECIDAS – Usavam diversos cremes misturados com diferentes tipos de óleos e mel
PRESERVATIVOS - Feitos de membranas de ovinos que protegiam contra as doenças infecciosas.

Possuíam tratamento para aumentar a fertilidade das mulheres, consistia que ficassem agachadas e eram tratadas com o vapor da mistura quente de incenso, óleo, tâmaras e cerveja. Para induzir ao parto colocavam no abdômen sal marinho e trigo emmer.
Existiam maternidades, chamadas casas de Parto, situadas ao lado dos templos, usadas especialmente pelas mulheres nobres. As diversas formas eram utilizadas, em pé, ajoelhadas, de cócoras, sentada sobre os calcanhares em tijolos ou sentada nas cadeiras de parto.

Há alguns recortes importantes que as médicas pretas do antigo Egito nos ensinam:
Uma medicina holística, os métodos de cura natural, a importância das mulheres como exemplo histórico na igualdade de gênero e oportunidades que foram cerceadas nas civilizações ocidentais.

Notamos que houve um retrocesso na história da humanidade e as civilizações africanas primevas nos tem muito a ensinar de que as oportunidades e a igualdade são um exemplo que deve ser reconquistado por toda a humanidade.

fonte:http://cnncba.blogspot.com/





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